Lunares lança “Triptofano” e retoma EP adiado pela pandemia

Single instrumental do trio carioca já está disponível pela Algohits e antecipa trabalho de estreia realizado pelos selos Abraxas e Urutu Discos

Foto: Matheus Perisse

O trio carioca Lunares retoma a trajetória com “Triptofano”, single instrumental já disponível nas plataformas digitais em parceria com a Algohits. A faixa integra o primeiro EP da banda, gravado em 2020 e adiado pela pandemia, com realização dos selos Abraxas e Urutu Discos.

Formado por Bauer França, Guilherme Vaz e Vicente Barroso, o grupo apresenta uma música marcada por riffs de guitarra, improvisação, ritmos intensos e psicodelia. A sonoridade de “Triptofano” atravessa referências do hard psych, rock progressivo, stoner rock e fusion, alternando momentos de contemplação e explosões instrumentais.

A composição é assinada pelo guitarrista Guilherme Vaz. Sem voz, a faixa deixa a guitarra conduzir a narrativa e explorar as mudanças de dinâmica do arranjo. O título faz referência ao triptofano, aminoácido relacionado à produção de serotonina e à regulação do sono, mas também representa a sensação de afastamento da rotina provocada pela música.

“‘Triptofano’ foi uma das primeiras músicas apresentadas pelo Lunares e, desde os primeiros ensaios no Coletivo Machina, era a que mais parecia definir a identidade da banda. Sempre nos sentimos bem tocando essa faixa, e o nome vem um pouco disso. Produzir esse tipo de som instrumental e pesado sempre foi instigante para nós”, explica Bauer França, baixista do trio.

Gravada no início de 2020, no Estúdio Terra, a faixa faz parte do EP homônimo, que terá quatro músicas. O trabalho foi produzido pelo próprio Lunares, com coprodução de Daniel Duarte e Francisco Patetucho. O percussionista Tom Andrade participa de todo o repertório; Patetucho também assina a mixagem, a masterização e os sintetizadores.

As bases foram registradas ao vivo, preservando a interação entre os músicos e abrindo espaço para improvisos. Entre as principais referências do grupo estão Earthless, Psilocibina e Quarto Astral.

A pandemia interrompeu os planos de lançamento e coincidiu com a mudança de cidade dos integrantes. Atualmente, Guilherme vive em Lisboa, Bauer permanece no Rio de Janeiro e Vicente mora em São Paulo. O reencontro aconteceu em 2024, com shows no Rio e em São Paulo, e foi decisivo para que o material gravado anos antes finalmente fosse concluído.

“Tocar essas músicas é um momento de escape da rotina. Também é um prazer reencontrar pessoas que, mesmo com o passar dos anos, continuaram acompanhando e valorizando nosso trabalho. Agora queremos voltar aos shows, lançar as outras faixas, compor e nos divertir juntos novamente”, completa Bauer.

O lançamento ganha um visualizer com imagens de apresentações realizadas em São Paulo, em 2024, conectando o material gravado antes da pandemia ao retorno do Lunares aos palcos.

Criado em 2016, o Lunares nasceu no Coletivo Machina, espaço da Lapa que funcionou como estúdio, casa de shows e ponto de encontro da cena independente carioca. A banda já passou por locais e eventos como Audio Rebel, Aparelho, Void, Aldeia Rock Festival, Hocus Pocus Festival e produções do selo Abraxas.

Com “Triptofano” e a chegada do EP, o Lunares inicia uma nova fase, com novos shows e gravações previstos para 2027

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