Portos brasileiros avançam em tecnologia, mas integração de sistemas ainda desafia eficiência logística
Com investimentos bilionários previstos para a infraestrutura brasileira, Marcelo Alberto, empresário à frente da M1, destaca que conectar operações, informações e decisões será determinante para ampliar a produtividade e a competitividade
O Brasil prepara um novo ciclo de expansão de sua infraestrutura logística. Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, a carteira de investimentos prevista até 2030 reúne aproximadamente R$ 160 bilhões em projetos para portos, aeroportos e hidrovias. O avanço, porém, traz um desafio que vai além da modernização de equipamentos: garantir que sistemas, empresas e processos operem de maneira integrada.
Para Marcelo Alberto, empresário à frente da M1, com atuação em gestão de negócios, tecnologia e inovação, a fragmentação de informações ainda representa um obstáculo à eficiência operacional.
“Podemos ampliar terminais, modernizar equipamentos e investir milhões em tecnologia. Mas, se as informações não circulam corretamente e as decisões continuam dependendo de processos desconectados, parte do potencial desses investimentos se perde.”
Em complexos portuários como Santos, Paranaguá, Suape e Rio Grande, diferentes empresas e agentes precisam atuar de forma coordenada. Informações desencontradas, controles manuais e processos redundantes podem provocar atrasos, retrabalho e custos evitáveis.
Na avaliação do empresário, muitas organizações confundem transformação digital com aquisição de novas ferramentas, quando o maior ganho pode estar na integração das tecnologias existentes.
“Digitalizar um processo ineficiente não significa torná-lo eficiente. Antes de investir em novas soluções, precisamos entender onde a operação perde tempo, dinheiro e capacidade de resposta. É a partir desse diagnóstico que a inovação gera valor.”
Essa visão se materializa em iniciativas como o NEXUS, solução tecnológica desenvolvida pela M1 a partir dos desafios de gestão de emergências no Porto de Santos. Embora tenha origem no ambiente portuário, foi concebida para atender diferentes setores da economia, integrando informações, pessoas e processos para aprimorar a prevenção, a coordenação e a resposta a situações críticas.
Para Marcelo, inteligência artificial, automação e integração de sistemas representam oportunidades importantes, desde que estejam conectadas às necessidades reais das empresas e produzam resultados mensuráveis.
“O futuro não pertence necessariamente às empresas que investirem mais em tecnologia, mas àquelas que souberem utilizá-la melhor. O verdadeiro avanço acontece quando conseguimos transformar complexidade em eficiência, informação em decisão e investimento em resultado.”
Sobre Marcelo Alberto
Marcelo Alberto é empresário à frente da M1, com atuação em gestão de negócios, tecnologia e inovação. Desenvolve soluções voltadas à integração de processos, eficiência operacional e gestão de informações, com experiência em iniciativas relacionadas ao setor portuário e à cadeia logística.
(Crédito: Divulgação)
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