Dr.Hugo Leonardo souza Mari: Bioestimulador de colágeno
Nos últimos anos, a harmonização facial tem sido assunto de debates, elogios e até polêmicas. Se por um lado os avanços na estética possibilitam um rejuvenescimento mais natural, por outro, os exageros ainda assustam quem busca procedimentos minimamente invasivos. Entre as técnicas mais comentadas está o uso de bioestimuladores de colágeno, substâncias que prometem estimular a produção natural dessa proteína, essencial para a firmeza da pele. Mas será que esse procedimento é realmente seguro? Como evitar exageros e garantir um resultado harmônico?
Para esclarecer essas dúvidas, conversamos com Hugo Leonardo Sousa Mari, cirurgião-dentista especialista em harmonização facial. Em um bate-papo descontraído, ele explicou tudo sobre os bioestimuladores, seus benefícios e os cuidados necessários para evitar efeitos indesejados.
O que são bioestimuladores de colágeno?
Os bioestimuladores são substâncias injetáveis que incentivam o corpo a produzir mais colágeno. Com o passar dos anos, a produção dessa proteína diminui, resultando em flacidez e perda de firmeza. O tratamento age de dentro para fora, estimulando uma regeneração gradual. “O objetivo do bioestimulador não é preencher como o ácido hialurônico, mas melhorar a qualidade da pele ao longo do tempo”, explica Hugo Leonardo Sousa Mari.
O mito do rejuvenescimento instantâneo
Diferente dos preenchedores, que oferecem um efeito imediato, os bioestimuladores exigem paciência. O resultado começa a aparecer entre dois e três meses após a aplicação e pode durar até dois anos.
“Muitas pessoas se frustram porque esperam um resultado rápido. Mas esse não é um tratamento para mudanças radicais. Ele melhora a pele de forma sutil e progressiva”, afirma o especialista.
Isso significa que o paciente precisa confiar no processo e evitar aplicações em excesso. O exagero pode levar a um efeito contrário, tornando a pele irregular e endurecida.
Naturalidade acima de tudo
Se tem algo que assusta quando falamos de harmonização facial, são os rostos artificialmente modificados. Segundo Hugo Mari, a chave para um bom resultado é respeitar a anatomia natural de cada paciente.
“O maior erro da harmonização nos últimos anos foi o excesso. Muitas pessoas queriam resultados instantâneos e acabaram ultrapassando os limites. Hoje, a tendência é a naturalidade”, afirma.
O segredo, segundo o especialista, está na escolha do profissional. Um bom harmonizador não tenta mudar o rosto do paciente, mas sim realçar seus traços de forma equilibrada.
Áreas de aplicação e benefícios além da estética
Embora o rosto seja a região mais tratada, os bioestimuladores também são aplicados em outras partes do corpo, como pescoço, colo, mãos e até glúteos. Além do efeito rejuvenescedor, há benefícios funcionais:
- Melhora a textura e elasticidade da pele
- Suaviza rugas e linhas finas
- Auxilia na recuperação da pele após grandes perdas de peso
- Previne a flacidez em áreas como abdômen e braços
“Os bioestimuladores são um investimento na saúde da pele, e não apenas na aparência. Eles fortalecem a estrutura cutânea a longo prazo”, reforça Hugo Mari.
Como evitar exageros e complicações?
Assim como qualquer outro procedimento estético, o uso irresponsável dos bioestimuladores pode gerar complicações. Além do inchaço temporário e pequenos hematomas, que são normais após a aplicação, há riscos mais sérios quando o produto é utilizado sem critério.
“O excesso pode gerar fibroses, irregularidades na pele e até inflamações. Por isso, é essencial procurar um profissional capacitado e seguir todas as orientações pós-procedimento”, alerta Hugo Mari.

Os principais cuidados incluem:
- Evitar exposição ao sol por pelo menos uma semana
- Não massagear a área tratada
- Manter uma rotina de hidratação e alimentação saudável
- Respeitar os intervalos entre aplicações recomendados pelo profissional
O futuro da harmonização facial
O mercado da estética evolui constantemente, e a harmonização facial está entrando em uma nova era, mais sutil e sofisticada. Segundo Hugo Leonardo Sousa Mari, os procedimentos exagerados estão perdendo espaço para abordagens mais equilibradas.
“A busca agora é pelo efeito natural. Queremos que os pacientes se sintam rejuvenescidos sem parecer que fizeram algo artificial. A tecnologia está avançando para oferecer resultados mais seguros e discretos”, destaca.
Os bioestimuladores de colágeno representam um grande passo nesse sentido. Quando aplicados de maneira responsável, são uma excelente alternativa para quem deseja manter a pele jovem sem recorrer a técnicas invasivas.
Conclusão: vale a pena apostar nos bioestimuladores?
Os bioestimuladores de colágeno são uma ferramenta poderosa para quem busca um rejuvenescimento gradual e duradouro. No entanto, como qualquer procedimento estético, exigem conhecimento técnico e bom senso.
“O melhor tratamento é aquele que respeita sua individualidade. Não existe fórmula mágica, mas sim um trabalho cuidadoso para realçar sua beleza natural”, conclui Dr. Leonardo Sousa Mari.
Se a harmonização facial passou por uma fase de exageros, agora a tendência é diferente: equilíbrio, naturalidade e saúde da pele em primeiro lugar.
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